Ásia

Siem Reap, Camboja – história, cultura, arte e muita emoção

Andar pelas ruas coloniais e locais sagrados, ir de templo em templo, barganhar no mercado, cobrir o rosto da poeira balançando nos tuk tuks, conhecer um povo ferido, porém simpático e feliz, receber bênçãos, ver as túnicas abóbora dos monges, olhar peças de arte e namorar fotografias em preto e branco…

Só de relembrar Siem Reap, lágrimas chegam aos meus olhos e a minha pele se arrepia. Esta cidade, uma das minhas favoritas da minha viagem volta ao mundo, me emocionou repetidamente e me conquistou. Dez dias passaram tão rápido, não só pela intensidade com a qual vivi, mas porque a cada dia conhecia uma pessoa, uma história, um canto diferente que me dava vontade de ficar mais e mais. Por isso, começo a falar de Siem Reap dizendo que é quase um pecado ficar apenas dois ou três dias. Eu ficaria mais dez e voltaria num piscar de olhos. Sei que voltarei, porque esta cidade tão especial deixou marcas pra sempre na minha mente, na minha alma, no meu coração.

 

Com um dos piores genocídios da história e uma ditadura sangrenta, a antiga Kampuchea Democrática, como foi rebatizado o Camboja, foi uma das piores tragédias humanas do século 20. Mais de dois milhões de pessoas morreram de doenças, desnutrição, inanição, trabalho excessivo, execuções absurdamente frias e vivência em condições desumanas. Sob o regime do Khmer Rouge, milhões de pessoas ficaram viúvas, órfãs e severamente traumatizadas. Outros milhares fugiram e conseguiram ficar refugiados. Milhões de minas explosivas foram espalhadas pelo país resultando em mais mortes e deficiências físicas desde a década de 80. Ao ser transformado em um país rural, sem classe social, com escravos da agricultura, o povo foi dilacerado ao extremo e um pobreza atroz se instalou no país.

Apesar deste quadro, que poderia gerar uma população triste, mentalmente e fisicamente incapaz e mais violência, o povo Khmer é um dos mais simpáticos e hospitaleiros. Em Siem Reap você vê sorrisos e boa vontade por onde anda. E foi exatamente isto que me emocionou diariamente no Camboja, a habilidade do Cambojano de seguir adiante, de deixar ir e deixar ser, de recomeçar; que é uma lição de vida diária.

Os anos assombrados pelo general maléfico Pol Pot podem ter levado o Camboja à beira do colapso, mas o povo soube se reerguer e a recuperação de tanta maldade está mais forte que nunca. Restaurantes, hotéis de luxo, galerias de arte, bistrôs e SPAs nascem a cada dia, trazendo nova vida ao que foi destruído.

Angkor Wat e outros templos sustentam-se fortemente, com beleza, imponência, história, arquitetura e majestade, comparável ao Taj Mahal, Pirâmides do Egito, o Cristo, a Muralha da China.

Só que no Camboja existe um ritmo desacelerado, um povo gentil, uma vibe de bons tempos e bem-estar, tornando Siem Reap uma pequena cidade de momentos e atividades aprazíveis.

 

Mas então, o que fazer em Siem Reap, esta cidade encantadora do Camboja?

 

Vamos começar com o óbvio – os templos. Afinal você veio até aqui por eles.

Os templos do “grande circuito” são os principais e precisam de no mínimo 2 dias (a depender do seu ritmo) para serem percorridos. Você pode ir de tuk tuk, com guia, sem guia, de bicicleta ou a pé. Eu fiz alguns tours com a Beyond Unique Experiences e outros com um guia maravilhoso durante minha estadia no hotel Amansara.

 

Angkor Wat

Este é o templo mais famoso, o cartão postal da cidade, e o que todos chamam o complexo inteiro. O programa mais procurado é ver o nascer do sol com o reflexo no lago, que é imperdível. O céu vira uma aquarela em tons pasteis, mudando lentamente de cor, uma pintura inesquecível. Chegue cedo porque lota, e eu diria que depois de ver o nascer do sol, corra pra ver o resto do templo enquanto ainda tem gente hipnotizada com o visual e ainda dá pra transitar livremente e tirar fotos sem tanta gente no fundo.

 

Angkor Tom

Famoso pelo templo Bayon, com as mais de 200 faces de Buda, Angkor Tom não é apenas um templo, ela é uma cidade. Ex capital do Império Khmer, o lugar é protegido por imensas muralhas. Ao atravessar um dos portões de entrada, você caminha até Bayon. Angkor Wat nasceu hindu, já Angkor Tom nasceu budista. São exatas 216 esculturas enormes com as diferentes faces de Buda. Dizem que elas foram feitas para homenagear o Rei Jayavarman, mas também dizem que são o rosto do Buda da Compaixão.

 

Ta Phrom

Conhecido por ser o local onde foi filmado “Tomb Raider” com Angelina Jolie, o que me encantou neste templo é a simbiose entre o templo e as árvores. Os troncos tomaram conta, se entrelaçaram e hoje um não vive sem o outro. Se alguém mexer em alguma pedra ou raiz, tudo desabaria. Olhe para todos os lados, principalmente pra cima. A beleza das árvores é estonteante. Aqui a estrela não é só a arquitetura. Se você achar esta velhinha linda, deixe um trocado e recebe esta bênção. Ela me transmitiu muita paz.

Bom, estes são os templos mais visitados, no circuito principal.

Se você ainda não estiver “templed out”, ou cansado de ver templos, saia um pouco da cidade pra ver outras lindas construções sagradas.

 

Banteay Srei

Conhecido como o Templo das Mulheres e a galeria de arte de Angkor, ele tem um colorido rosado especial e não é tão cheio de turistas, por ser fora da cidade, mas é bom chegar pela manhã. O templo é uma joia hindu dedicada ao deus Shiva. O nível de detalhe e arquitetura de pequenas proporções faz historiadores deduzirem que o tempo foi feito por e para mulheres.

 

Bang Melea

Conhecido como templo da selva, é numa selva mesmo que você se sente. Como boa parte do templo foi destruído e desabou, é necessário andar sob troncos e pedras deslocadas, muitas delas com limo, portanto use sapatos adequados e muito cuidado ao transitar. Este é outro templo lindo com a natureza enroscada nos escombros.

 

Você pode ver Banteay Srei e Bang Melea em uma manhã.

No caminho não deixe de provar um famoso lanche da culinária Khmer – arroz grudento e feijão, adocicados com açúcar de palmeira, assado no bamboo. São vendidos na beira da estrada e é uma delícia. Peça a seu guia ou motorista pra parar, eles sabem onde tem o melhor bamboo sticky rice.

 

Para entrar em todos os templos, compre o Angkor Wat pass que custa US$20 por 1 dia, US$40 para 3 dias e US$60 pra 1 semana.

 

Horários:

Angor Wat fica cheio no nascer do sol, alias, fica cheio o dia todo, mas se você chegar cedo (eu cheguei quando ainda estava escuro) e pude ver o nascer do sol (que é inesquecível). Bayon em Ta Phrom também é lindo no nascer do sol e claro, bem mais vazios, já que todo mundo está em Angkor Wat. Eu visitei Bayon no final da tarde, com uma luz linda e não estava cheio.

 

Outros templos bonitos que visitei:

perto de Angkor:

Ta Som

Baphoun

Phrea Khan

nos arredores:

Bakong

Bauteay Samre

Arte e cultura

Siem Reap goteja, pinga, destila e sua arte e cultura.

Para conhecer um pouco mais da história do país, vá no Museu de Minas Terrestres do Camboja (Cambodian Landmine Museum). Este foi outro lugar que me emocionou. A história do fundador do museu é incrível. Aki Ra, um ex-soldado criança do Khmer Vermelho e ex soldado Vietcongue, depois de se desvincular do exercito, dedicou-se a remover minas terrestres. Passe pelo museu com calma, lendo os cartazes, Aki Ra tem muita história pra contar, como o momento em que se preparava para atirar no inimigo, servindo o exército do Vietnã e percebeu que era seu tio.

O museu não é apenas um museu, ele também funciona como uma ONG, e ele não só conta a história das minas no Camboja e como elas impactam o passado, presente e futuro do país. Ele também conta como pessoas do mundo inteiro, independente de nacionalidade, nível de educação e financeiro podem contribuir para uma boa causa e ajudar a mudar o mundo. Parte desta ONG abriga e educa jovens vítimas de minas ou em situação de risco.

 

Para ver e comprar arte, visite a Artisans d’Angor. Além de ser uma linda loja com produtos de qualidade (a preço mais caro, lógico), ela funciona como uma escola de artes, ensinando moradores do campo diferentes técnicas artísticas, revitalizando a cultura Khmer. Dá pra ir a pé do centro, só pegar um mapa e seguir as direções.

 

Duas galerias que adorei são a McDermott Gallery e a Diwo Gallery, ambas tem fotografias em preto e branco lindíssimas e outros objetos decorativos. A McDermott fica um pouco fora do centro, mas dá pra ir a pé ou de tuk tuk. A Diwo tem duas galerias, uma fica perto do mercado e de lá eles dão transporte gratuito pra segunda galeria que é bem maior e vale a visita.

 

Pra quem gosta de ioga, o Peace Café tem aulas diárias de manhã e a tarde. Você também pode tomar um bom café, comer doces, comprar artesanato de comercio justo e bater um papo com um monge budista, o que muito me ensinou. Fica fora do centro, do outro lado do rio, mas dá pra ir a pé.

 

Pra quem gosta de cozinhar, a aula de culinária no boutique hotel Sojourn é ótima. Você visita uma casebre e conhece uma família local onde você pode doar arroz e aprender sobre a vida deles e como eles cozinham. Ao lado do hotel acontece a aula, na beira de um lago. Divertido e gostoso. O local é longe do centro. A Beyond Unique Escapes organizou este programa pra mim.

 

Se você é viciado em livros como eu, a Monument Books tem livros em inglês, fotos, cartões e livros de fotografia. Fica perto do Old Market, do lado da galeria Diwo. Tem também a Blue Apsara, no Centro, com livros e cartões vintage que adorei.

 

Para fazer umas comprinhas, o Night Market (Mercado Noturno) tem de tudo e claro, você tem que negociar.

Pra quem quer produtos diferenciados e de melhor qualidade, aconselho andar pelos becos e vielas no centro onde você encontra lojas de tudo – joias, roupas, acesseorios, livros, antiguidades… São mais caros, mas com lindos designs. Bom mesmo é bater perna por tudo.

O Old Market (Mercado Antigo) também tem de tudo – comida, especiarias, chás, souvenirs, seda, esculturas e lojas fofas.

No Centro tem uma loja interessante chamada Rogue onde você pode comprar arquivos de filmes, seriados e músicas. É só levar um pen drive, ipod ou HD externo e escolher.

 

Para fazer massagem, tem vários lugares baratinhos na rua, mas se quiser ir em um SPA mais limpo, bonito e arrumado, tem o Bodia SPA, no Centro e dentro do hotel Relais & Châteaux Heritage Suites.

 

Pra ver a vida como ela é, o passeio do Floating Village (Vila Flutuante) é bem interessante. Esta vila muda com a mudança da estação. No período chuvoso o nível da água sobe tanto que tudo flutua, o transporte são barcos e eles vivem rodeados pelo lago. No período seco eles podem andar no chão. Este passeio vai até o Lago Tonle Sap. O importante é fazer o tour com uma empresa confiável, eu fui com a Beyond Unique Escapes e recomendo.

 

Bênção da água

Esta é uma prática tradicional Cambojana de muitos séculos. Tem dois tipos de bênção – com salpicadas de água benzida por monges e a outra é praticamente um banho. Você se veste em um sarong e o monge joga baldes de água. Foi esta que eu fiz. O ritual é para limpar a alma, renovar as energias e trazer paz e bem-estar. No final do ritual o monge amarra cordões vermelhos também benzidos.

 


Circo

Sim, circo! Este é outro projeto lindo em Siem Reap. Phare, o Circo Cambojano é uma mistura de teatro e malabarismos, retratando a cultura khmer e é outra iniciativa ajudando os locais. Phare é um circo humilde, dançante e alternativo. Não tem animais, só talentos humanos em acrobacias, contorcionismos, malabarismos, teatro, música, drama e comédia. A escola do circo resgata crianças e jovens em situações desfavoráveis e de risco e dá uma oportunidade de aprender, trabalhar e se divertir.

 

Concerto de cello

Mesmo que você não goste muito de música clássica, eu aconselho ir ao concerto Beatocello (de violoncello) do pediatra Dr. Beat Richner. Este concerto também me arrancou lágrimas e arrepios. Há 20 anos este herói vem mudando a vida de muitas famílias cambojanas. Ele reconstruiu um hospital em Phnom Penh e vinte anos depois já são cinco hospitais construídos, milhões de vidas salvas e 50 partos diários. Sem ajuda do governo, contando com doações e seus concertos, ele é responsável pelo tratamento de doenças graves como hepatite, dengue hemorrágica, cólera, entre outras para milhões de crianças. O show é emocionante, com histórias contadas antes de cada música e é gratuito, mas você pode e deve doar dinheiro e sangue para esta bela causa.

 

Tours que você pode confiar

Eu fiz quase todos os meus tours com a empresa Beyond Unique Escapes e recomendo. A empresa é de um casal de Australianos, que também são donos do Sojourn Boutique Hotel (onde fiz a aula de culinária), assim como outros projetos sociais. Eles se apaixonaram pelo Camboja e seu povo e se dedicam a criar experiências para turistas de forma responsável. O escritório fica no centro, perto do Old Market.

 

Algumas dicas práticas

Você encontrará muitas crianças pedindo dinheiro ou vendendo bugingangas pelas ruas. As organizações do Camboja aconselham não dar dinheiro nem comprar destas crianças para não fomentar a vida nas ruas e na pobreza, quando eles precisam estar na escola. É triste e dá vontade de comprar ou dar um prato de comida, mas resista. Meu coração apertava cada vez que eles se aproximavam de mim.

 

Outro passeio que podem te oferecer é visitar um orfanato. Não vá. Pesquisas mostram que a maioria dos “órfãos” não são órfãos de fato. Podem te oferecer a visitar ou comprar comida pra levar para uma escola ou orfanato, mas isso é pegadinha. Conversei com muitos estrangeiros que moram e trabalham lá e eles explicaram que muitas dessas crianças não estão na escola, não são órfãos e alguns nem são Cambojanos. É tudo um teatro para arrecadar comida que depois é vendida de volta no mercado. O resultado é que as crianças não estudam e o ciclo da pobreza continua. Portanto, não visite orfanatos nem escolas.

 

Para ajudar, utilize serviços de empresas que contribuem com a educação dos jovens, como a Beyond Unique Escapes, o restaurante Haven, o Circo Phare, o restaurante Marum, o café Joe to Go, entre outros.
(vou fazer outro post só com restaurantes em Siem Reap.)

 

Em Siem Reap vivi momentos lindos e intensos. Devo ter chorado praticamente todos os dez dias que ali estive. Chorei de emoção, alegria, carinho, tristeza, indignação. Mas foi por este impacto que Siem Reap tornou-se uma das minhas cidades preferidas no mundo e cidade que quero voltar e voltar e voltar.

 

Sara, dona do restaurante Haven, recitou uma frase de Joseph Mussomeli, ex embaixador americano no Camboja que jamais esquecerei:

“O Camboja é um dos lugares mais perigosos que você conhecerá. Você se apaixonará e eventualmente ele quebrará seu coração.”

Meu coração quebrou, mas em seguida foi remendado. As almas puras dos Cambojanos e o amor de muitos expatriados que se dedicam a mudar o país são motivos de sobra pra você se apaixonar também.

Vá a Siem Reap e deixe os amáveis Cambojanos te ensinarem o poder de seguir adiante, sem ódio, sem rancor. Apenas amor.

 

Quando ir

Os meses mais frescos e secos são de novembro a fevereiro, mas estará lotado. O período chuvoso é de junho a outubro e bem mais vazio. Eu estive em outubro e achei uma boa época, peguei pouca chuva e não me senti afogada de tanto turista ao meu redor.

 

Como chegar

Siem Reap tem voos diretos de Bangkok, Ho Chi Minh, Hong Kong, Kuala Lumpur e Cingapura.

 

Leitura recomendada

Pra se emocionar e conhecer mais da história do Khmer Rouge, leia “First They Killed My Father” de Loung Ung (sem tradução para português).

 

Aw Kohn, Camboja!

 

18 thoughts on “Siem Reap, Camboja – história, cultura, arte e muita emoção

  1. Maravilhoso, o post, Tetê! O Camboja é destino certo quando eu for à ásia pela primeira vez, e experiências como a sua me deixam com vontade de que essa viagem aconteça o quanto antes!

  2. Olá Teté
    Excelente post. um sonho! irei a siem reap em fevereiro de 2014, mas ficarei apenas 3 dias e NÃO poderei entrar tanto em contato com a realidade cambojana. aproveito também pra recomendar um filme que vi recentemente e muito me marcou sobre o khmer vermelho e que será o representante do camboja ao oscar em 2014. se puder ver, NÃO perca. chama-se L’image manquante ou “a imagem que falta” em português, e já recebeu algumas premiações, inclusive em cannes. BEIJOS

  3. Ola! Adorei o post! Estou no camboja mas estou tenDo um pouco de dificuldade para encontrar onde faZem o ritual Da bencao das aGuas…. PoderiA nos Dizer onde foi que voce fez? Obrigada!

  4. Cara, ha dois dias descobri esse teu Blog e nao paro de ler ele. To morando na india ate fim de Maio, onde depois pretendo fazer um mochilao pelo pais e para o sudeste asiatico. Acho que todos os post que li ate agora foram sensacionais. Sme duvida de todos os lugare sonde venho buscando informacoes, este e o que mais se aproxima da minha concepcao de o que eh “viajar”.

    Demais a forma como tu buscas imergir na cultura local atraves de conversas, arte e historia. Quando comecar minha viagem, espero poder contribuir com mais dicas e comentarios tambem.

    Parabens pelo blog e pela sua proposta

    • Olá João,

      Obrigada pela visita ao escapismo genuíno e obrigada pelo comentário.
      O Sudeste Asiático é a minha paixão. Fico feliz que tenha gostado do conteúdo.
      Boas viagens e sim, compartilhe aqui as suas experiências e comentários.
      Abraço

  5. chegamos ontem no camboja e também estamos super emocionados. só andamos por siem reap e adoramos tudo, a comidas as pessoas e estamos super empolgados pros próximos dias. me emocionei com tudo que você disse e prevejo chorar todos os dias também hehe obrigada pelo post :)

  6. Olá! encontrei seu blog por aqui e está me ajudando demais montar minha viagem pelo camboja. vi que você fez a benção da agua e FIQUEi muito interessado em fazer. poderia me dizer onde fez e como se faz essa benção? obrigado e parabéns por descrever seus momentos de um jeito único e de forma tão intensa! obrigado por relatar e dividir seus momentos e seus sentimentos! um beijo grande!

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