devaneios

o retorno da volta ao mundo

Voltei de viagem. Foram 363 dias, 32 países e não sei quantas cidades… Ainda vou contar. Tá na minha lista interminável de coisas pra fazer.

retorno volta ao mundo 1

Nunca tive um filho ou fiz festa de casamento pra chamar de melhor dia da minha vida, mas posso dizer com muita solidez que 2013 (e um pouco de 2014) foi o melhor ano da minha vida. Foi o ano em que decidi fazer uma pequena degustação do mundo. Sim, pequena, porque quanto mais viajo, mais percebo que tenho tantas outras entradas, pratos principais e sobremesas pra saborear nesse nosso majestoso planeta.
Ao voltar, lutando com a vontade de sumir, revejo pessoas e vem a inevitável pergunta – “e aí, como foi?” ou recebo a ordem – “conta tudo.” Meus olhos enchem de lágrimas, dou um sorriso quebrado, um suspiro profundo e digo “foi ótimo”. Fica custoso continuar. Afinal, por onde começar?

Em seguida me invade o sentimento de jamais ser compreendida. Não só tenho a dificuldade de relatar os fatos, organizar na mente e na fala as histórias, expressar os sentimentos, mas também sinto que ninguém entenderá o significado deste ano pra mim. Esta viagem foi um sonho que cultivei durante sete anos e finalmente vivi, foi um filho parido, um evento marcante, porém muito mais do que isso. Hoje, com a conta bancária mais magra, o corpo mais pesado, cabelos mais compridos, olheiras mais profundas e uma coleção de histórias e fotos, sofro de uma espécie de ninho vazio. Como uma mãe que vê o filho sair de casa, estou sentindo que tenho que lidar com uma perda. Deve ser como as noivas cheias de saudade na manhã seguinte do casamento, sendo que minha festa durou 363 dias.

via Twitter @atsouloupas

via Twitter @atsouloupas

O ato de recomeçar chegou sem avisar, abriu a porta e me deu um tapa na cara. Acorde, Alice, o coelho já passou.

É como se aquele quadro que tanto demorou pra ser pintado já tivesse vendido. Como se o evento que tanto demorou pra ser produzido já tivesse ocorrido. Como se eu tivesse chegado ao ponto mais alto da montanha e sei que a apisagem já foi vista e agora só me resta descer. Como se nada na minha vida conseguisse ser tão significativo, revelador e inspirador. Como se nunca fosse viver tão intensamente, como se nada fosse me ensinar ou me emocionar tanto. Aquele sonho cuidadosamente elaborado, já foi, passou. E aí me vejo numa tempestade onde no olho do furacão está o medo que vida agora seja mundana demais. Cada milímetro do meu ser sente uma saudade profunda do colorido de Jaipur, da paz de Luang Prabang, da energia de Siem Reap, das águas claras de Queenstown, dos arrozais de Chiang Mai, da natureza do Serengeti, dos elefantes do Triângulo Dourado, da espiritualidade de Bali, de usar calça folgada e sandália velha, comer de mão, trabalhar em um café simples de frente pro mar pagando centavos por uma cerveja, desvendar um mapa, conversar com o desconhecido e descobrir sobre a felicidade alheia. Depois de experimentar a liberdade suprema, volto e sinto-me escrava novamente do ter. Ter que estar magra, maquiada, empregada, engajada, endinheirada, ocupada.

Alguém tem receita de sumiço? Manda por email, faz favor.
Sinto que estou numa ressaca braba. Como se tivesse tomado todas as champagnes da festa, celebrei como se não houvesse amanhã, mas acordei exausta, cabeça pesada e gosto ruim na boca. Gosto mais doce azedo que já senti na vida. Vivi aquela “festa” incrível, com personagens marcantes – uma celebração indelével. Mas será que me excedi? Porque vou te dizer, a ressaca tá aqui.

O que me conforta é que não tem ressaca que dure mais que um dia. Daqui a pouco lá vou eu bebericar outra “champagne” daquelas, afinal esta vontade louca de partir por aí não larga de mim. Maldito inseto que me picou.

Mais pesada, cansada e desapegada, caio. Mais como Isaura do livro Filho de Mil Homens, caio no lugar certo – dentro de mim. Pois é neste último conforto interno que encontrarei meu recomeço. Esse vazio que a volta ao mundo deixou em mim foi desesperador, mas já não é mais, ou não permitirei mais que o seja, porque vejo esta perda como uma oportunidade de me reinventar.

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Chorei. Chorei tudo o que não tinha chorado nos últimos tempos. Chorei pra arrumar as gavetas do passado e abrir lugar para o futuro. Em cada lágrima salgada deixo pra trás o que já não existe, guardando cuidadosamente cada memória no seu devido lugar. As lembranças, estas não largarei jamais, mas preciso me tornar disponível, dizer pro mundo que voltei, que cheguei, e assim, fazer meu futuro tangível.

Ouço um mantra do Nepal, amarro um lenço indiano, coloco um colar de Laos, visto uma calça tailandesa e esta maldita saudade traz um nó na minha garganta e um aperto no peito. Mas tenho que dar-me conta que hoje, este é um passado. Um radiante, colorido, aventureiro, rico e inesquecível passado. É hora de girar-me toda, com todo meu eu, para o futuro. Porque é só orientando-me ao vindouro que potencializarei meu presente e me reapropriarei do meu destino.

Este vazio que a volta ao mundo me deixou é um sentimento que precisa ter prazo de validade. Caduque logo, querido, pois preciso renovar o estoque de sentimentos, organizar a prateleira e ter uma ala nova.

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Sabe o quê que acontece? Viajar abre portas e janelas que jamais voltam a cerrar. Viajar abre feridas que jamais cicatrizarão. Viajar muda, desafia e bagunça pensamentos que são difíceis de reorganizar. Viajar te deixa sem fôlego, sem palavras, mas ao regressar ou continuar, você se torna um contador de histórias. Mas a verdade é que não é todo mundo que quer (ou tem paciência de) ouvir suas anedotas. Com uma ou outra, o assunto muda, e muitas delas são tão pessoais que são difíceis de traduzir.

Depois de um ano (e praticamente uma vida) viajando o mundo, preciso dizer que não é necessário largar tudo, vender a casa, pedir demissão, implodir relacionamento e viajar (ou sumir, ir por aí, cair no mundo) pra ser feliz.
Felicidade é a gente que constrói. Aqui, ali ou em qualquer lugar. Felicidade não é sinônimo de ver o exótico e listar lugares por onde passou. Seus problemas engatinham na sua mala, mochila, traje e mente. Eles vão contigo, não importa quantos oceanos atravesse. O que acontece quando você viaja é que ao viver o novo, o desconhecido, seu foco é transferido. Você está ocupado demais tentando se achar naquele bairro, desvendando mapas, aprendendo algumas palavras no idioma local, procurando um lugar pra dormir, contando sua história pra novos amigos e por alguns instantes, esquece aquilo que te dói, que te fez chorar, sofrer, que te fez fugir.
Como li certa vez, você é e a vida é o que você sente as 3 da manhã. Um sono tranquilo, um amor gostoso, uma preocupação, uma insônia, um gargalhada… Tudo entra em ebulição, e se você não está de porre ou dopado por um ansiolítico, vai sentir que tudo o que te fez partir continua ali com você. Na mente inquieta que descansa apenas fisicamente no travesseiro.

Desculpa, mas não é viajando que você vai “se encontrar”. A cada dia na estrada vi pessoas se perdendo ainda mais ao viajar pelo mundo. Perambulando por aí você enxerga mais opções (o que te deixa indeciso), têm mais tempo pra pensar e portanto têm mais dúvidas, e continua com seus “demônios” dentro do seu íntimo. Muitos viajantes se apaixonam e desapaixonam com avidez e rapidez, vivem encontros e desencontros, se crêem mais autosuficientes e acreditam que porque escalaram uma montanha, comeram insetos e dormiram no relento de um deserto estão prontos pra tudo. Mas ao acordar, algumas das mesmas dúvidas e inseguranças continuam ali, na mesma mochila, sapato, camiseta velha e naquela mesma mente intranquila.

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É preciso partir? Claro. Mas é preciso dar a largada não só com a mala feita, mas com a mente arrumada e o mínimo de autoconhecimento, nem que seja sabendo o que não se quer. Quanto mais a gente se espalha, mais trabalho temos pra nos recolher. E a verdade é que a jornada é eterna, mas toda viagem chega a um fim. A sabedoria está no zelo de cada momento vivido e jamais ficar triste porque acabou, porém sempre grata porque tudo aquilo aconteceu.

Desculpem a ausência. Estou arrumando as gavetas mentais. Esta faxina é trabalhosa, mas libertadora. Passo aqui também pra tirar o pó do escapismo, minha casa virtual onde volto sempre pra me reconfortar. Obrigada mais uma vez por viajar comigo. Serei sempre grata.

29 thoughts on “o retorno da volta ao mundo

  1. já eu penso que a viagem nunca termina :D Mas te entendo muito, muito mesmo, teté. Não dei a volta ao mundo nem experimentei tantas coisas e lugares como você, mas quando voltei do meu ano sabático na europa vive e-xa-ta-men-te a mesma angústia, as mesmas dúvidas, os mesmos medos, a mesma esquisitice comigo mesma. quando meu irmão voltou dos dois anos e meio (!!!) que ele passou na estrada foi a mesma conversa. Os pedidos de “e aí? como foi? conta tudo” eram os mesmos de todos os amigos . e ele me disse: “eles nunca vão entender”. Não vao. tudo o que a gente experimenta em processos como esse é bem nosso mesmo. E, ó, como felizmente a gente muda o tempo todo, o bom é que voltei, voltaram as cobranças de “Ter que estar magra, maquiada, empregada, engajada, endinheirada, ocupada” mas eu nem tchuns pra isso. mesmo. deep down my heart. a inquietude não passa, mas esse tipo de escravidão não me pega nunca mais, nunquinha mesmo.

    • a viagem física termina, a mental não, por isso disse que a jornada nunca termina, mas a viagem sim. ah, que bom saber que outros passaram por isso e me entendem! :) obrigada por passar aqui e deixar esse recadinho, já me deu um conforto. também estou deixando as pressões pra lá. beijo e obrigada!

      • Teté, querida, primeiro queria dizer da minha honra de ter tido a chance de fazer parte de um dos seus 363 dias, queria que tivessem sido muitos mais!
        Mas estou comentando embaixo do comentÁrio da MaRi porque, assim como ela, não consegui voltar à escraviÃo de antes. Desde que voltei da minha volta ao mUndo, há cinco anos (nEm parece que jÁ passou tudo isso!) não parei de buscar formas de sair de vez da matrix. Não tem como, minha amiga, depois de tomar a blue pill a gente não volta mais. Enjoy the ride, you’ll be fine. O coelho brancO, na verdade, chegou agora.
        TÃo bom saber que alguÉm nesse mundo enfim me entende! :)

  2. Linda mensagem é exatamente o que eu sinto mas os familiares e amigos nao entendem, é muito particular nosso que nós vivemos e as vezes nao somos bem interpretados. Ja esta quase na hora de eu voltar pra casa pela 2º vez em dois anos pq na primeira eu nao consegui ficar. e o meu sentimento agora é de medo de nao me adaptar, pq agora essa é a minha vida, aquela antiga já nao existe mais, entao estou muito perdida, pq uma parte de mim quer voltar e a outra nao.
    Boa sorte e continue escrevendo, gosto muito de ler suas historias :) bjs

  3. É um prazer imenso ler teus escapismos, e prazer maior foi te conhecer e te trazer um pouquinho pro nosso mundo em Byron Bay.

  4. É muita pretensão dizer que te entendo não tendo vivido o que você viveu ou sentido o que você sentiu? Na verdade eu imagino sua confusão mental. Engraçado que eu acompanhei sua viagem e quando ela foi se aproximando do final eu fiquei triste pensando que aquela rotina de acompanhar suas descobertas e ler seus textos apaixonantes estava acabando, sabe? Acho que você precisa mesmo de um tempo para colocar a casa em dia, é inevitável. Como você disse, durante a viagem há tantas outras preocupações no dia a dia, que só agora, de volta, é que você vai conseguir assimilar tudo o que viveu. Com outro olhar, com distanciamento. E não é pouca coisa, então vai levar um tempo. E se eu, que viajo por 20 ou 30 dias, já volto desnorteada sem conseguir engolir o mundo ao meu redor e não posso responder à pergunta “e aí, como foi?”, imagino sua situação! Mas mesmo essas viagens picadinhas já me mudaram tanto. Se hoje sou vegetariana, se só uso salto ou maquiagem em dia de festa, se não dou muita importância a roupas e aparência, se não penso em ganhar mais com certeza é porque cada nova cultura que conheço me faz ver que não existe um único certo, uma única forma de fazer as coisas e enxergar o mundo, então também não há receita a seguir. Bom, mas isso tudo para dizer que eu espero que a dor passe logo e que fiquem apenas as lembranças, as alegrias e o aprendizado que esse ano lindo te trouxe. Mas ceder às pressões sociais não faz parte do pacote, então com isso não precisa aprender a lidar não, só ignorar. :-)

  5. Querida.

    Bem vinda de volta!!!! Posso imaginar o sentimentO…. Mas a vida eh cheia se viradas e surprsas daqui a pouco um novo projeTo/filho Vai aparecer! Adorei acoMpanhar seu ano, E quero tomar Chopp com vc no jobi para Saber de tuDo!!

  6. Se você queria companhia pra chorar, conseguiu! Lindo texto, Teté. Super entendo sua agonia. Mas, ao mesmo tempo, reconheço que esta mesma agonia também é parte integrante desta sua experiência.

  7. Teté, a minha volta ao mundo foi bem mais curta do que a sua, pouco menos de 3 meses, e mesmo assim eu tive essa mesma sensação de ressaca ao retornar… Agora já faz 3 anos que estou de volta em casa, e mais ou menos acostumada com o fato de que tudo o que se vive em uma experiência tão enriquecedora quanto essa é indescritível mesmo. ..

    A minha VAM não me mudou como pessoa, mas me lapidou, me poliu, fez aflorar em um curto período de tempo muita coisa boa que eu vinha cultivando . Por um certo ângulo, foi um tempo de viver meio suspensa da realidade cotidiana , e a readaptação foi delicada, sim.

    mas, como disse a mari, e eu concordo, a viagem não termina… outras viagens vieram, com outras pessoas, para outros lugares… a ressaca não acaba com facilidade – ainda hoje sinto que ela está à espreita… mas acho que o truque é fazer a vida do jeito que a gente quer, sem se render a cobranças desmedidas – afinal, já bastam as inevitáveis…

  8. Amei seu post, muito cheio de sensibilidade e sinceridade. Difícil se expor tanto, então obrigada por compartilhar seus sentimentos e vivências. Espero que você continue se achando e se perdendo continuamente. Um abraço

  9. TEté, muitas lágrimas por aqui também…Você conseguiu colocar de maneira sublime os seus sentimentos depois de experiência tão impactante. Essa ‘ressaca’ passará logo e você vai conseguir sentir os efeitos benéficos do seu sabático em cada canto da sua vida…
    Um beijo e uma boa volta.

  10. Só faço viagens de 30 ou 40 dias e já siNTO UMA DEPRESSÃO DE TER QUE VOLTAR PARA A REALIDADE. IMAGINE VOCÊ?? ACOMPANHEI ESSA SUA AVENTURA E CONFESSE QUE TINHA UMA PONTINHA DE ÏNVEJA”! JÁ PENSOU EM ESCREVER UM LIVRO SOBRE ESSES 363 DIAS? Abraços

  11. SÓ FAÇO VIAGENS DE 30 OU 40 DIAS E JÁ SINTO UMA DEPRESSÃO DE TER QUE VOLTAR PARA A REALIDADE. IMAGINO VOCÊ! ACOMPANHEI ESSA SUA AVENTURA E CONFESSO QUE TINHA UMA PONTINHA DE ‘INVEJA”. ! JÁ PENSOU EM ESCREVER UM LIVRO SOBRE ESSES 363 DIAS? ABRAÇOS

  12. É a primeira vez que visito o site e, mesmo nunCa ter saído do brasil, consegui sentir Um pouco dE muito do que vice disse. Fiquei emocinado De verdade, e eu nem sou do time dos manteigas Derretidas. Belissimas palavras. Bem-vinda de volta. :)

  13. Uau! Emocionante tEu post ! Nunca dei a volta ao mundo, mas o descreveste muito parecido com o q senti quando voltei de 1ano morando fora. Viajar é um processo Evolutivo da alma e ela não se conforma em voltar a ser o que éramos antes de partir. A verdade é que ela não consegue mais se acomodar no mesmo corpo ;) Beijos!!!

  14. COMPARTILHO COM VOCÊ ESSE SENTIMENTO DE INCOMPREENSÃO QUANDO É QUESTÃO DE RELATAR EXPERIÊNCIAS E VIVÊNCIAS, DE FALAR DOS APRENDIZADOS DIÁRIOS E DAS INCESSANTES MUDANÇAS E ADAPTAÇÕES DE VISÃO DE MUNDO E PERSPECTIVAS QUE ACONTECEM DE FORMA PERMANENTE NA VIDA DE EXPATRIADA. POR VEZES CALO-ME DIANTE DE QUESTIONAMENTOS REPETITIVOS E VAZIOS EM TORNO DO “TER” – DESISTI DE TENTAR FAZER-ME COMPREENDER QUE MEU INTERESSE RESIDE DO LADO DO SER EM TODAS AS SUAS DECLINAÇÕES, E QUE O TER ME BASTA NO QUE SE REFERE AO ESSENCIAL, E NÃO AO MATERIAL. DIANTE DISSO, ETIQUETAS NOS SÃO COLADAS SEM QUE NOS PEÇAM AUTORIZAÇÃO OU LICENÇA, MAS NÃO TEM PROBLEMA, A COLA NÃO É PERMANENTE E LIVRAR-SE DAS ETIQUETAS INDESEJÁVEIS FAZ PARTE DAS EXPERIÊNCIAS. QUE TUA FAXINA TE TRAGA ALENTO. OBRIGADA POR NOS LEVAR NAESSA BELA VIAGEM.

  15. Conheço os lugares, o tipo de experiência e até a Isaura mas sua vivência é única.
    Os outros… você hoje os conhece e a si mesmo muito melhor. Lindo post.

  16. Amiga!! Que texto emocionante!! Me enchi de lágrimas… É isso aí, bola para frente!! Ninguém no planeta conseguirá um dia desvendar, compreender e saber tudo que acumulamos em nosso mundo interior. Precisamos aprender a conviver com essa solidão eterna, é o verdadeiro encontro com o nosso eu. Mais difícil é vestir as personas que a vida cotidiana tradicional nos obriga, depois de uma experiencia tão autêntica e libertadora como a que acabou de viver. Desfrute de sua liberdade interna, mesmo que o que lhe cerque pareça uma prisão. Já tem esse instinto com o escapismo genuíno… Caia nas graças da rotina libertadora, aquela que faz a gente querer beijar o padeiro à cada 30 minutos de intervalo que conseguimos ter para apreciar a vida e toda a sua magnitude, pois beleza há à todo tempo, só que é difícil ver quando nos cegamos em rotinas automatizadas… Desejo um retorno suave e uma multiplicação infinita dos tempos livres para muitos devaneios e prática da gratidão eterna. seja bem vinda!! Super beijo de alguém que há muito tempo viaja com você… Te amo!!

  17. amiga, seu texto lindo me reconfortou. Me tirou algumas lágrimas, confesso, pois a cada palavra consegui me identificar um pouquinho com vc (em menores proporções, como te falei hj de manhã). essa viagem nunca acaba. fica guardadinha dentro da gente em um lugar especial, e sempre traz boas recordações. Preciso também abrir a porta para as novas viagens, novos conhecimentos, novos amigos. vc tem razão! obrigada por compartilhar mais uma vez sua sabedoria, que apesar de tão jovem, vem de algum lugar muito profundo. um beijo enorme!!!

  18. Que texto lindo! adorei saber um pouquinho como estás te sentindo depois desta aventura. obrigada por abrir a mala e o coração para nós – fãs do escapismo genuino. beijo no coração!

  19. ETÉ! SUAS PALAVRAS SÃO BEM INTENSAS E PROFUNDAS SOBRE TODA ESSA EXPERIÊNCIA. CERTAMENTE É UMA EXPERIÊNCIA QUE MUITOS DEVERIAM TER, JUSTAMENTE PELO FATO DO “DESCOBRIR, EXPERIMENTAR E VER” ,QUE HÁ FORMAS GENUÍNAS, PURAS E MAIS SIMPLES DE SER FELIZ. UM PRAZER TER TE CONHECIDO DURANTE SUA JORNADA.

    BJS

    PS: NÃO SABIA QUE TINHA CURTIDO TANTO QUEENSTOWN. É LINDO DEMAIS ESSE LUGAR. SAUDADES DE LÁ.

  20. Que lindo seu post, TETE. ENTENDO E MUITO TUDO O QUE VOCÊ DESCREVE. eU SAÍ DO BRASIL HÁ 12 ANOS PARA EXPLORAR O MUNDO E ATÉ AGORA CONTINUO NESSA VIAGEM, QUE É BEM COMO VOCÊ DIZ; MUITAS VEZES INTERIOR, DA ALMA. AS TUAS PALAVRAS ME FIZERAM LEMBRAR DESSA SENSAÇÃO QUE ALGUMAS PESSOAS SENTEM DE TER SAUDADES DE LUGARES QUE AINDA NÃO CONHECEM…ESPERO QUE SEUS PRÓXIMOS DIAS SEJAM LEVES E TÃO FELIZES COMO QDO VC ESTAVA FORA (SE) DESCOBRINDO. ABRAÇÃO!!

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