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O que aprendi viajando pelo Oriente Médio

O que aprendi viajando pelo Oriente Médio

Não subestime o café árabe, ele parece aguado e é perfumado com cardamomo, mas na dose certa, levanta até defunto.

O Oriente Médio tem as rosas mais lindas, no Líbano e em Omã. Que também tem doces deliciosos com água de rosas.

 

Não é só no Caribe nem no Brasil que tem um bom banho de mar. Foi em Omã que desfrutei de um dos melhores banhos de mar. A água é limpa, transparente, cor de esmeralda, morna, calma, refrescante. Inesquecível.

 

Como em todo lugar do mundo, o Oriente Médio tem mulheres felizes e tristes, satisfeitas e insatisfeitas. Umas querem mudar de vida, outras não (ou tem medo). Algumas se sentem bem cobrindo-se, ao se sentir uma boa muçulmana, outras são obrigadas pelas leis sociais e religiosas. Algumas se cobrem sempre, outras tornam-se novas mulheres ao viajar pra Europa e Estados Unidos… Em Omã não é obrigatório cobrir o cabelo, mas não cobrir e ser mal falada também não é legal, certo? Só sei que a liberdade é um ativo valioso.

 

Em muitos países do Oriente Médio, que são mais modernizados e liberais, o papel da mulher vem mudando, com muitas mulheres ocupando cargos altos no governo, política internacional e no mercado de trabalho em geral. Em Omã tem mais mulheres com educação superior e ativas no mercado de trabalho do que homens. Dizem que elas levam os estudos mais a sérios e são mais dedicadas porque querem se provar.

 

Como falei no post “o que aprendi viajando pela África”, hoje em dia todo mundo tem celular, até em um vilarejo remoto nas montanhas de Omã. Como já falei aqui, Mark Zuckerberg pode ter inventado o Facebook, mas ele não inventou a necessidade e vontade de estarmos conectados.  Neste vilarejo em Omã, vi mulheres, jovens e crianças tirando milhares de fotos, falando no whatsapp e enviando SMS para amigos e familiares. Deste mal, toda a humanidade padece.

As mulheres não podem demonstrar afeto aos maridos, mas podem e demonstram afeto aos filhos, dando beijos e abraços em público. Mãe é mãe, em qualquer lugar do mundo.

Encontrei nesta região uma hospitalidade incrível. Em duas instancias, em países diferentes, recebi carona no aeroporto de pessoas bondosas praticando “fazer o bem sem saber a quem” e fui hospedada com carinho em três famílias em três países diferentes com a amabilidade que os brasileiros conhecem.

 

O Oriente Médio é uma região diversa, com culturas, vestimentas, comidas e hábitos diferentes. Sim, as mulheres se cobrem, mas o véu, a roupa, o vestido, são todos diferentes. Os vestidos dos homens também. Uns países tem leis mais estritas, em relação ao papel da mulher, a forma de se vestir, os hábitos religiosos que outros. Não dá pra comparar o comportamento da Arábia Saudita e Irã com Emirados Árabes e Omã. Os países tem em comum a religião e a língua, mas até isso tem suas diferenças.

 

Não é porque você esta no Oriente Médio que esta em plena guerra. Encontrei cidades limpas, arrumadas e seguras. Bem mais seguras que a maioria das cidades brasileiras. Nem toda região esta em guerra, nem todo país tem conflito. Dubai e Muscate são cidades particularmente limpas e seguras, bem acima da média mundial.

Apesar de serem conhecidos por não beber, rezar cinco vezes ao dia, vestir de forma modesta e serem tradicionais e estritos, muitos muçulmanos pecam por excessos de drogas, bebida, sexo e noitadas, e Dubai é uma cidade conhecida por isso.

A melhor comida da região, sem comparação, é a libanesa.

 

O Líbano leva muita fama sem deitar na cama. O país tem vizinhos pra lá de polêmicos, e com isso não quero dizer que o Líbano é o bonzinho da história…. toda história tem dois lados. Mas o Líbano é bem diferente. É mais aberto, as mulheres são mais bonitas e extrovertidas, o país é verde e nada árido como os vizinhos, é mais boêmio e definitivamente mais alto astral. Se você tem vontade de ir no Líbano, mas tem medo – repense.

O povo mais simpático é o Omani.

 

O Oriente Médio tem muitas praias bonitas pra fotografar – Jumeirah, Jeibel, Batroun, Mar Morto, mas o melhor mar pra nadar é o de Muscate. Mas em tema de praia, o Brasil ainda é absoluto.

Petra é realmente um dos lugares pra ver antes de morrer.

 

O Líbano tem ruínas mais impressionantes do que o Acrópole em Atenas, mas poucas pessoas sabem disso.

 

Você não precisa cobrir seu cabelo, a menos que você esteja em um país que exija (Arábia Saudita, Irã, Iêmen), mas deve, por respeito e bom senso, vestir-se de forma modesta. Como eu sempre me visto mais modesta, não tive problemas e como sempre pesquiso antes de viajar, na verdade eu já sabia disso, mas aproveito aqui pra compartilhar essa informação porque acho um absurdo ver mulheres com short curto e blusa de alcinha e/ou decote em um país muçulmano. Informação não falta, basta ler e se informar. Em praias de hotéis e no Mar Morto, você pode usar seu biquíni sem problema, mas só ali.

No Líbano não tem camelos.

Um “shukran” aqui e ali fazem a diferença. A língua oficial na maioria dos países é o árabe, mas quase todo mundo fala inglês. Mas falar uma palavra ou outra no idioma local é bem valorizado. Vi o sorriso no rosto dos locais ao cumprimentá-los com “Salaam Aleikum” (na tradução literal – que a paz esteja sobre você) e agrade-los com um “shukran”.

 

No Oriente Médio (como em outros países do mundo), não é considerado invasivo ou mal educado perguntar a um estranho o que ele faz, se é casado, etc. É apenas curiosidade. Vão te perguntar se você é casada, se está viajando com o marido ou com um grupo, o que faz da vida e por aí vai. Sobre o que responder – siga seu instinto e bom senso.

Em toda cidade tem um “souq” (mercado) e uma mesquita pra ver.

Não é porque Dubai não tem alma que você vai deixar de se divertir ou deve deixar de ir. Mas o que vale mesmo a visita é a mesquita Sheikh Zayed em Abu Dhabi.

 

6 thoughts on “O que aprendi viajando pelo Oriente Médio

    • obrigada! sobre bebida alcoolica, depende do país, na maioria só servem em hotéis. O Líbano é mais liberal e aberto e tem bebida alcoolica em restaurantes, em todos os lugares.

  1. Té!!!! Apesar de ser um espaço para comentários, esse post está “sem comentários”!!! Simplesmente divino. Fiquei com muita vontade de conhecer o líbano. Se respeitarmos as nossas diferenças e aproveitarmos para aprender com elas, as viagens ficam ainda melhores! Estou te acompanhando. mil beijos, Pri

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