américas

New Orleans – porque ir e quando ir

New Orleans não é uma cidade bonitinha nem arrumadinha. É um EUA diferente, eu diria. Não é um destino que eu chamaria de incrível, ou maravilhoso. E certamente não é para todos. New Orleans pode ser suja, chuvosa e bagunçada. Mas existem razões para ir e gostar de New Orleans. Estas foram as razões pelas quais eu gostei de New Orleans e resolvi voltar em 2016.

Todo o estado da Louisiana tem uma história interessante. A região foi ocupada pelos franceses e depois pelos espanhóis, até passar para os americanos. Portanto, as influências francesas e espanholas estão na comida, música e nomes de rua até hoje. Essas raízes multiculturais deixam a cidade mais interessante e “apimentada”.

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A música está presente em todos os cantos de New Orleans. Onde quer que você vá, você escuta música, seja uma banda ao vivo em um bar, um artista talentoso na rua, ou em um café. A música, onipresente, dá vida, ritmo e alegria para a cidade.

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Onde tem boa música, normalmente tem boa arte e New Orleans não é exceção para esta regra. Nas ruas Frenchman Street e Royal Street têm diversas galerias de arte e um mercado de arte. Tem várias feirinhas pela cidade, inclusive perto do Spotted Cat Music Club.

E falando em arte e música, eu não podia deixar de falar da arquitetura. A arquitetura de New Orleans deixa a cidade totalmente fotogênica. Dá vontade de “instagramar” tudo, andando pelas ruas, observando as casas, as varandas, as samambaias penduradas, as cadeiras nas varandas… Meio europeia, meio africana, meio caribenha, esta mistura, sempre colorida é linda de se ver.

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New Orleans não combina com dieta. A comida lá é pesada e tem sempre muito álcool envolvido, afinal, o que combina bem com uma música ao vivo? Um drinque! A comida também tem influência francesa, caribenha e africana. Os famosos ‘beignets’ são um must-try. Ele parece um donut, ou seja, massa frita com açúcar, o que resulta em um lanche ou sobremesa, perfeito com um café. O ‘poboy’ é um sanduíche típico da cidade. O nome vem das palavras poor boy. Este sanduíche foi inventado durante a Grande Depressão, durante uma greve dos condutores de bonde. Dois irmãos decidiram servir sanduíches para os condutores que não recebiam salário há meses. Ele consiste em pão francês recheado de algo frito, como camarão, ostra, peixe ou rosbife com caldo. As pralinés também são herança francesa e você encontra em várias lojas pela cidade. O jambalaya é uma prato “daqueles”, que dá sono depois de comer e é um tipo de cozido com frutos do mar e linguiça, lembra uma paella. Outro prato famoso é um gumbo, com influência caribenha e africana, que também tem caldo, camarão e quiabo. É bem saboroso. Outro prato popular é o frango frito, para comer de mão, como os Americanos bem sabem fazer.

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Eu não podia deixar de comentar sobre outro aspecto que admiro em New Orleans. A resiliência. A cidade já passou várias ocupações, pegou fogo e foi fortemente atingida pelo furacão Katrina. Seria compreensível se os moradores tivessem abandonado a cidade. Mas não, todos ajudaram na reconstrução da cidade e parece ser habitada por um povo feliz.

Quando ir a New Orleans

A cidade fica lotada principalmente nos 2 maiores eventos: Mardi Gras (o carnaval deles), que acontece normalmente em fevereiro e deixa a cidade lotada, suja, bagunçada e cheia de bêbados e no New Orleans Jazz & Heritage Festival (festival de jazz) que acontece em Abril/Maio.

Em termos de clima, o verão lá é bem quente e húmido (de junho – agosto) e a época de furacão é de junho – setembro. O ideal é de novembro – maio.

Enjoy N’awlins, my dawlins!

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