sri lanka

meu roteiro na Sri Lanka

Sri Lanka, o país ilha em forma de gota no sul da Índia é um lugar onde você pode encontrar praias, florestas, paisagens e muita patrimônio histórico e cultural.

Rico em fauna e flora, seu aromas também vem dos seus produtos naturais, chá, cravo, canela, coco…

A Sri Lanka é conhecida pelas suas especiarias, deixando seus pratos coloridos, aromatizados e muitos vezes picantes. E de quebra, você pode tomar uma água de coco.

Depois de uma guerra de quase 30 anos com os Tâmiles hindus do sul da Índia (conhecidos como Tigres Tâmil, um guerrilha separatista), que deixou o país no ostracismo do turismo, desde 2009 a Sri Lanka se re-ergueu, se recuperou e voltou para o cenário do turismo, com muito para oferecer.

Sri Lanka, o antigo Ceilão tem na sua essência o seu povo simpático e sorridente, arte, cultura, artesanato, joias, seda, chá, especiarias e a ayurveda.

O país tem vários hospitais, centros de treinamento e curo e SPAs com ayurveda, assim como centros de ioga e meditação. Ou seja, é também um lugar de retiro e limpeza de corpo e alma.

São muito templos budistas. A sua proximidade com a Índia não o faz um país de maioria hindu, muito pelo contrário. Pontilhado por Patrimônios Culturais da UNESCO, o país tem muita história pra contar.

A gastronomia tem o curry e o arroz como base, mas também come-se muitas verduras e lentilha. Os pratos são vivos, com cores e muitos temperos. Gengibre, chili, leite de coco, cardamomo e cuminho são alguns dos mais utilizados. O dia começa e toda refeição termina com um excelente Ceylan tea, chá de Ceilão.

Pra conhecer o país, viajei de carro durante 10 dias, mas meu roteiro de 12 dias, foi o seguinte:

1o dia:

Chegada em Colombo. Cheguei a noite, então foi só chegar e descansar.

Atenção – o aeroporto é em Negombo, em outra cidade, são mais ou menos 45 minutos (sem trânsito) até a cidade de Colombo.

 

2o dia:

Colombo – Pinnawala (2 horas e 30 minutos)

Em Pinnawala tem um orfanato de elefantes onde não só elefantes órfãos são cuidados, mas também aqueles vítimas das minas que ficaram com problemas de locomoção. O orfanato começou com 7 elefantes em 1975, hoje tem quase 100. Em teoria, parece um lugar legal de visitar, mas achei caro e quando vi os elefantes com corrente nas patas, fiquei arrasada. Você pode ver os bebês sendo alimentados com mamadeiras, e tem um espaço em que os elefantes não estão acorrentados e você pode vê-los comendo, mas os mahouts ficam controlando eles com uma espécie de enxada e nota-se que eles são criados com o medo e angústia e não com carinho. Já estive em outros orfanatos de elefantes na Tailândia e no Quênia, e vi e senti outra coisa.

Depois os elefantes vão tomar banho de rio, esta foi a melhor parte. E os turistas podem almoçar em um restaurante na beira do rio, observando-os.

Pinnawala – Dambulla (3 horas)

O Templo de Dambulla, ou Templo da Rocha (ou Templo da Carverna) foi construído pelo rei Walagambahu o século 1 A.C. como um refúgio, depois de ser expulso de Anuradhapura. O complexo, Patrimônio Mundial pela UNESCO, tem cinco cavernas com paredes e tetos pintados com ouro, é realmente impressionante. O templo tem mais de 150 imagens de Buda, incluindo uma imagem de Buda deitado com 15 metros de comprimento.

Dambulla – Habarana (1 horas)

Chegamos na pousada em Habarana, que fica perto da famosa montanha de Sigiriya e descansamos.

 

3o dia:

Habarana – Sigiriya (30 minutos)

Saímos cedo para subir a famosa fortaleza de pedra Sigiriya, outro Patrimônio Cultural da UNESCO. Sigiriya é a antiga capital da Sri Lanka, onde foi construído um palácio (em 477 A.C.) sob um rochedo imenso, há 370 metros de altura. São 1,200 degraus até chegar ao topo, mas vale a pena – a vista é incrível. A construção tinha forma de um leão agachado, mas agora você só vê as patas do leão antes de subir as últimas escadas. Lá no topo você pode ver o complexo com jardins, piscinas, e o que restou da construção milenar. Nas primeiras escadas você na distancia uma grande estátua de Buda. Na segunda parte, pra cima até o topo, tem muitas casas de vespas, por isso é importante subir em silêncio e sem parar muito no percurso.

Sigiriya – Polonnaruwa (1 hora e 15 minutos)

Polonnaruwa, a capital medieval da Sri Lanka, construída nos séculos 11 e 12 A.C.) é outro Patrimônio Cultural da UNESCO. É um complexo de ruínas de uma cidade antiga, muitas em ótimas condições que indicam como era a vida naquela época, com o Palácio Real, o sistema de irrigação, os templos, piscina, sala de audiência, entre outros.

Polonnaruwa – Habarana (30 minutos)

Jantar gostoso na pousada e descanso.

 

4o dia:

Habarana – Matale (2 horas)

Em Matale visitamos um “spice garden” ou jardim de especiarias pelas quais a Sri Lanka é conhecida. Você passeia pelo jardim conhecendo plantas e especiarias da região, cheirando e experimentando. Tem cravo, canela, gengibre, capim limão, manjericão, chili, curry, cuminho, entre outras. A maioria destes jardim de especiarias não só as vendem, mas também as utilizam pra fazer produtos naturais e ayurvédicos que você pode comprar na loja do próprio jardim. Alguns dos produtos são a pomada pra dor de cabeça (tipo pomada Tigre), creme depilatório, creme hidrante pra pele e cabelos, óleos essenciais, creme de limpeza pra pele, etc. Eles fazem uma demonstração dos cremes no rosto e uma massagem com o óleo essencial.

Matale – Kandy (1 hora e 40 minutos)

Kandy é uma das cidades mais famosas da Sri Lanka, foi a última capital dos reis do pais e é outro Patrimônio Cultural da UNESCO (sim, são muitos na Sri Lanka). A cidade é banhada por um lago e é famosa pelo Templo do Dente de Buda. É uma cidade cheia de lendas, tradições e folclore que ainda se mantêm vivos. Tem um mercado de artesanato e museu de jóias e pedras pra ver. O Templo do Dente de Buda é bonito no entardecer, quando tem um ritual e abrem a parte mais especial do templo, onde tem uma estátua de ouro. A noite tem um show cultural com musica e dança, que é barato e vale a pena.

 

5o dia:

Kandy – Fábrica de Chá (1 hora e 40 minutos)

Conhecemos a famosa fábrica de chá Glenloch, onde um guia conta como o chá é feito e você degusta no final uma xícara de chá.

Plantação de chá – Nuwara Eliya (1 hora e 30 minutos)

Nuwara Eliya, conhecida como Little England (Pequena Inglaterra), é uma região montanhosa, centro produtor de chá do país, onde dizem que sai um dos melhores chá do mundo. O clima é mais frio e arejado, bastante verde, com muitas montanhas e cascatas, inclusive a maior montanha da Sri Lanka fica lá, a Pidurutalagala, com 2.524 metros de altura, que não pude ver muito bem por conta da neblina.

 

Nuwara Eliya – Hatton (1 hora e 20 minutos)

Hatton é outra cidade produtora de chá, e o bangalô de chá Ceylan Tea Trails fica ali perto no vale de Bogawantalawa.

Tiramos 2 dias para descansar neste hotel, no meio das plantações de chá.

 

6o dia:

Hotel Ceylan Tea Trails nas plantações de chá.

 

7o dia:

Hotel Ceylan Tea Trails nas plantações de chá.

 

8o dia:

Hatton – Tissamaharama (5 horas)

Chegamos em Tissamaharama ou Tissa e descansamos no hotel.

 

9o dia:

Parque Nacional Yala

Pra quem já fez um safári na África, o Parque Nacional Yala não impressiona. O nascer do sol sob o lago de Tissa é lindo, mas o parque não tem tantos animais. Vi elefantes, aves, búfalos, javalis, crocodilos, antílopes e um tigre pequeno e escapou antes do clique. No final do passeio, você pode ver a praia do parque que foi totalmente destruída, causando muitas mortes no tsunami de 2004.

 

Tissamaharama – Galle (4 horas e 30 minutos)

Galle foi o porto principal do antigo Ceilão, centro da colonização holandesa no século 17. O Forte de Galle conta a história desta cidade colonial bem preservada, outro Patrimônio Cultural da UNESCO. Andando pelas ruas estreitas de Galle você pode ver a influência européia – igrejas no lugar de templos, casas coloniais e artesanatos de renda.

10o, 11o, 12o dias:

Colombo

A ideia era dormir em Kalutara (perto de Galle) e ir para Balapitiya (45 minutos), ver o rio Madu e fazer um safari de barco, visitando plantações de canela e conhecendo a vida rural da Sri Lanka, mas tivemos um pequeno contratempo e ficamos os últimos 2 dias em Colombo.

Colombo é a capital, cidade barulhenta, populosa que tem mercados, templos e uma vida cultural melhor do que eu imaginava. O templo Seema Malaka tem uma ótima vista da cidade. Achei umas lojas bonitas com artesanto e galerias de arte interessantes. O mercado de Pettah e a arquitetura colonial do forte são outros lugares bonitos pra conhecer.

 

Quando ir

Colombo e a costa da Sri Lanka tem temperaturas quentes o ano todo. A região central como Kandy e as cidades produtoras de chá, nas montanhas, tem clima mais ameno e até faz um friozinho.

A época dos monções é de maio a agosto no sul e no norte é de outubro a janeiro. Eu estive lá em julho e peguei bastante calor e um pouco de chuva na parte central.

 

Como chegar

Eu fui para Colombo de Nova Déli, que tem vários vôos diretos.

 

Visto

É só preencher um formulário pela internet, pagar com cartão de crédito e alguns dias depois você recebe a carta do visto pelo email. Imprima e leve com você.

 

 

4 thoughts on “meu roteiro na Sri Lanka

  1. este roteiro pelo sri -lanka deve ser fantástico .A minha mãe e o meu pai fizeram-no há 50 anos atrás e a minha irmã e o marido estão a faze-lo neste momento. tENHO PENA mas a vida hoje em dia não dá para este tipo de despesa.O jardim da pomada tigre é realmente um monumento para a humanidade.

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