Ásia

lugares sagrados em Katmandu, Nepal

Katmandu, capital do Nepal, é uma cidade barulhenta (você não vai agüentar ouvir uma buzina depois de sair de lá), suja, cheia de gente, com um transito totalmente desordenado. Apesar de ter uma das maiores densidades demográficas do mundo, é possível ver e viver momentos de meditação e paz nos arredores da cidade, nos templos e locais sagrados de peregrinação.

Portanto, depois de andar por Thamel e viver o caos de Katmandu, é imprescindível, mesmo que você não acredite em nada, visitar alguns locais sagrados.

É interessante também ver a mistura étnica e religiosa que convive no Nepal. Apesar da grande maioria ser hindu (70-80%), existe uma presença forte e impactante budista, em grande parte pela presença de refugiados tibetanos.

Esta linda, colorida e pacífica convivência é de acalmar, emocionar e te levar a outra esfera mental.

Quando em Katmandu, não deixe de visitar estes lugares sagrados:

 

Boudhanath

Também conhecido como Boudha, Baudha ou Baudhanath, é um dos locais budistas mais sagrados do Nepal.

A estupa ou stupa (estrutura esférica no topo do templo que contém relíquias budistas) é uma das maiores do Nepal.

Uma “stupa” é um monumento espiritual. Ela representa o corpo, a palavra e a mente de Buda, mostrando o caminho para a iluminação.

O mestre de meditação budista tibetanaTrungpa Rinpoché disse que “o impacto visual de uma estupa em um observador traz um poder inerente de estar acordado. Estupas continuam sendo construídas pela sua habilidade de liberar a pessoa, simplesmente ao admirá-la.”

Boudhanath Stupa é apenas um dos exemplos da importante presença dos tibetanos no Nepal, refugiados, que resultou na construção de mais de 50 monastérios tibetanos nos arredores da estupa.

Desde 1979, Boudhanath é Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO, e um dos lugares mais visitados em Katmandu.

A estupa fica na antiga rota comercial do Tibet, passando por Katmandu, por isso comerciantes tibetanos descansavam e rezavam ali durante séculos. Na década de 50 quando começou a diáspora tibetana no Nepal, muitos se instalaram ao redor de Boudhanath.

Há muitos séculos Boudhanath é um local importante de peregrinação e meditação. Você pode ver muitos monges, freiras e religiosos andando ao redor da estupa. O ritual é andar 3 ou mais vezes ao redor, sempre de esquerda pra direita, repetindo o mantra “Om Mani Padme Hum”. Nos dias de lua cheia ou que precedem, tem cheiro de incenso no ar enquanto os monges recitam os mantras, e as visitas aumentam bastante.

Boudha é realmente um local de muita energia, com grande espiritualidade.

 

 

Swayambhunath

Este é outro complexo religioso nas redondezas de Katmandu, mais conhecido como Templo dos Macacos, por ter macacos considerados sagrados morando no templo.

Ele fica no topo de uma colina, rodeado por árvores, por isso o nome tibetano para o templo significa “árvores sublimes”. Ao subir até o templo e lá de cima, você tem uma vista panorâmica de Katmandu.

Swayambhunath é outro local sagrado de peregrinação budista no Nepal, é o segundo mais importante, depois de Boudhanath.

Chegando lá em cima, tem a estupa, monumento principal, e ao redor tem templos e santuários, além de lojas de artesanato, museu e biblioteca budista.

Como Boudhanath, a estupa de Swayambhunath tem olhos pintados, representando os olhos de Buda, que tudo vêem. Embaixo dos olhos, o que parece um nariz, na verdade é o número 1 em sânscrito, símbolo Nepalês pra união, representando o poder absoluto de Buda.

Pra chegar no topo, tem que subir uma escada de mais de 300 degraus. Ao chegar lá, com um pouco de falta de ar, os olhos de Buda abençoam de cima, em uma colina de muita paz.

 

Pashupatinath

Pashupatinath é um templo hindu nas margens do rio Bagmati, nas redondezas de Katmandu. Ele é dedicado a uma das transformações ou manifestações de Shiva, chamada Pashupati ou Senhor dos Animais.

Como local de peregrinação hindu, o templo mesmo não pode ser visitado por não-hindus, mas você pode sentar nas pedras em frente e ver inclusive alguns rituais, como o da cremação.

O templo tem a arquitetura de uma pagoda e fica no meio de uma praça aberta, por isso você tem uma boa visibilidade, apesar de não poder entrar.

Ao redor do templo tem estátuas e santuários onde você pode ver monges hindus sentados (que pedirão dinheiro pra você tirar foto, a não ser que você tire de longe).

O rio Bagmati é considerado sagrado, por isso tem muitos ghats – local onde o corpo dos mortos é lavado como parte da cerimônia de cremação.

Ande por todo o complexo, pois tem ruínas e monumentos além do templo principal.

 

Patan

Patan é uma cidade no vale de Katmandu, conhecida pela praça Durbar, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Dizem que é uma das cidades budistas mais antigas do mundo.

A cidade tem 4 estupas principais, nos 4 cantos, para protegê-la, verdadeiras riquezas de arquitetura e religião.

Mas a cidade também tem templos budistas, e é esta bela mistura que faz deste lugar um santuário importante. Você anda e descobre templos de diferentes tamanhos e religiões, esculturas gigantes de divindades, oferendas e fieis rondando.

Interessante também, além de contemplar a arquitetura religiosa, é ver a vida como ela é nesta parte do mundo.

 

Como chegar nestes templos:

Todos ficam fora de Katmandu, então o melhor é pegar um taxi ou fechar com uma empresa de tours um carro com motorista.

Você pode ver todos os 4 em um dia, se começar cedo e ficar o dia todo na função.

Os taxis tem que ser negociados, mas também tem vans e ônibus que vão até os locais, parando e portanto demorando mais.

Um carro com motorista/guia à disposição o dia todo percorrendo os 4 locais e parando para almoço saiu por US$40, que dividido por 2 ou 3 pessoas, vale a pena pelo conforto.

5 thoughts on “lugares sagrados em Katmandu, Nepal

  1. Muito legal, Adriana !!
    É um intenso mergulho na cultura do Nepal, que é indissociável da religião. Infelizmente, quando estivemos lá, não visitamos Swayambhunath nem Patan, mas posso ver pelo seu post como são igualmente bacanas
    Abraço,
    Jodrian

  2. Pingback: meu roteiro no Nepal | Escapismo Genuíno

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