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ilha Floreana, Galapagos – fauna, flora e mortes misteriosas

A ilha Floreana fica ao sul do arquipélago de Galapagos, com areia marrom-esverdeada, rica em olivina (um cristal vulcânico verde).

O desembarque é molhado, ou seja, tem que pisar na água e andar até a praia.

Ao chegar, vi um leão marinho brincando na água.

Atrás da praia tem uma lagoa, habitat de várias aves migratórias, incluindo flamingos. Vi apenas dois, mas estavam bem afastados. (Aqui o binóculo ajudou).

A trilha continua até uma praia de areia branca, onde temos que andar com muita cautela. É um dos locais mais importantes de ninhos de tartarugas marinhas (na areia) e arraias nadam até a costa, dava pra ver da areia. Na faixa estreita de areia que podemos caminhar, temos que desviar dos siris.

Neste momento começou a chover e portanto não tenho fotos, pois água e equipamento fotográfico não combinam. Será um daqueles momentos que guardarei apenas na memória. Vi algumas tartarugas na água, duas acasalando e duas arraias bem perto da praia.

De volta a praia de olivina, este é um local apropriada para fazer snorkeling.

A trilha foi das mais fáceis, fiz de sandália.

Duração da trilha: 1 hora e meia + 1 hora de snorkel

Essa ilha tem uma história interessante.

Em 1930, um casal de exploradores alemães, os Wittmer, e o seu filho, foram numa expedição pela ilha Floreana com o objetivo de estudar a fauna e flora daquela ilha então deserta. Viveram numa caverna enquanto construíam uma casa.

Em 1932 chegaram mais alguns habitantes na ilha Floreana: a baronesa austríaca Eloise von Wagner Bosquet, acompanhada de um médico e dois homens que dizem ser seus amantes. A baronesa estava determinada a construir um hotel luxuoso na ilha, o que não agradou nada os Wittmer.

A partir daí, uma série de mortes bizarras começaram a acontecer. O médico, acompanhante da baronesa morreu ao comer carne envenenada. Logo após, a baronesa e um dos seus amantes desapareceram misteriosamente. O outro morreu afogado quando tentou fugir da ilha num barco.

Nada foi concluído das investigações. O filho de Wittmer é vivo e mora em Galapagos, mas não fala no assunto. Seu pai, na época afirmava que não tinha nenhum envolvimento com as mortes.

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