Ásia

hotel review – Gili Lankanfushi, ilhas Maldivas

Quando entramos na lancha do hotel Gili Lankanfushi nas Ilhas Maldivas, nos deram aquelas toalhinhas geladas e cheirosas, um coco pra beber e nos pediram os nossos sapatos. Sim, os que estávamos calçando. Colocaram-nos dentro de um saquinho de pano escrito “no news, no shoes” e  comentaram sobre o conceito do hotel – sem notícias e sem sapatos. Assim estaríamos nos próximos dias – sem ler jornal e descalços.

Ou seja, o hotel quer mesmo que você descanse e fuja da sua rotina. Outra coisa bacana é que eles pedem pra evitar o uso do celular nos ambientes públicos (apesar de ter wifi), para que o hóspede se conecte com o presente e com a natureza e não com o resto do mundo.

O Gili Lankanfushi (antigo Soneva Gili) é um hotel exclusivo sob as águas turquesas e cristalinas das Maldivas que combina o estilo pé no chão com sofisticação. Numa ilha relativamente pequena, o ambiente é intimista, com diversas atividades, respeito ao meio-ambiente e serviço de alta qualidade.

Este super serviço começa na sua chegada, quando você é apresentado ao seu Mr. Friday, ou mordomo. O conceito de ter um Mr. Friday é inspirado no livro Robinson Crusoé.

Algumas das atividades deliciosas são:

Cinema externo com opção de filmes abertos para todos os hóspedes ou mostras privadas com comes e bebes e um “teto” de estrelas. Pra acompanhar: champagne, pipoca, aperitivos ou até mesmo um jantar.

Um SPA maravilhoso, como é de praxe nas Maldivas, sob o mar, com “janela” pra você ver os peixes enquanto é massageado.

Restaurantes e várias opções de refeições em locais inusitados – no deck da sua vila, na horta, na praia, numa ilha deserta, num barco ao pôr do sol, na adega, no quarto, numa vila típica ou num restaurante japonês-peruano.

na entrada do restaurante principal – um lounge pra ver os peixes e corais

almoço na horta

Degustação de vinhos, queijos e chocolates na adega.

Aulas de sushi.

Diversos esportes – mergulho, snorkel, passeio de lancha, pingue-pongue, quadra de tênis, academia, ioga, etc…

 

O Gili foi o primeiro resort com todas as vilas construídas no mar. São 44 vilas com o estilo tradicional da ilha, de madeira e palha, com decoração rústica chique.

As vilas tem deck pra cair no mar e cobertura pra ver a vista ou até dormir. Os banheiros são parcialmente abertos, pra você ver o mar e pôr do sol enquanto se banha.

Algumas vilas tem acesso com caminhos de madeira e outros só de barco mesmo, pra uma privacidade maior. Os caminhos de madeira tem vasos de cerâmica com água, caso o chão esteja muito quente (lembre-se que estamos descalços).

A decoração combina materiais naturais e sustentáveis e tecidos – o que dá conforto e fica entrosado com o ambiente relaxado das Maldivas – nada de muito moderno e minimalista, pois realmente ficaria fora do contexto.

No Gili tudo tem uma preocupação com o desenvolvimento da ilha e um respeito com o meio-ambiente. Nota-se que existe ali uma consciência ambiental forte, o que é imperativo pra a preservação daquele paraíso.

Apesar de ser uma ilha pequena, comparada com outros hotéis, cada bangalô tem suas bicicletas para rodar o hotel. Tem coisa mais gostosa?

Tenho que confessar, com aquele deck delicioso no quarta, quase não dei bola pra piscina…

Sobre o quarto – tem vista na frente e do lado, ou seja, você acorda, abre a cortina e vê aquele mar lindo por todos os lados, é realmente incrível. O quarto não é muito grande, mas é confortável e é único ambiente com ar-condicionado.

O inconveniente é que ao se trocar depois do banho eu senti calor na sala do banheiro onde fica o armário (e as malas). Fiquei pensando nas mulheres que gostam de secar o cabelo e colocar maquiagem – naquele calor não seria agradável, mas tem um ventilador.

Entre o quarto e o banheiro tem uma salinha de frente para o mar, como um lounge e uma mesa onde você pode fazer refeições, de frente para o deck onde você toma sol e pode mergulhar.

O banheiro é aberto, com um corredor que leva até o chuveiro, também aberto. Tem uma escada pequena para um banho de mar privado embaixo.

As vilas sob o mar são lindas e oferecem uma experiência única, mas diferente de outros hotéis que oferecem quartos “na terra”, no Gili não tem a possibilidade de ter uma piscina privada nem tomar sol na areia em frente ao seu quarto.

A comida é deliciosa em todos os ambiente que comi. O café da manhã é buffet com opções asiáticas e ocidentais.

Adorei os shots de ayurveda (para desentixicar, energizar, equilibrar, etc) e os sucos de frutas feitos na hora com centrífuga. Pena que não tinha o bom e velho cream cheese pra acompanhar meu salmão defumado. Adorei os recipientes dos cereais – cocos secos. Mais uma iniciativa sustentável.

O jantar no restaurante principal, onde tem o almoço, é buffet com grelhados feitos na hora. Estava bom, mas não surpreendeu.

Já o jantar da vila típica, armado uma vez por semana com barracas de comidas de vários países asiáticos estava excelente.

A melhor refeição foi o almoço na horta com o chef principal do hotel. Começamos com um passeio pelo jardim pra conhecer e cheirar os produtos plantados ali – verduras, frutas, ervas, especiarias. O chef pergunta o que você gosta, prefere e quer. Em minutos ele improvisa um almoço de 3 pratos, baseado no que você conversou com ele. Bate-papo e comida maravilhosos. (Vou fazer um post só sobre este almoço).

A degustação de vinhos também foi ótima. Provamos queijos e vinhos (alguns de cepas bem exóticas) na adega subterrânea climatizada, com nossos pés descansando em bolsas de água quente (lembre-se que não usamos sapatos).

O Spa foi um toque a mais em tanto relaxamento. Embaixo das macas tem um vidro pra ver os peixes passando. O Spa oferece tratamentos holísticos e vários tipos de massagem. Fiz uma hora de massagem relaxante balinesa com mãos dançando no meu corpo. Saí renovada. O chá de gengibre e limão depois da massagem com vista para o mar fazem um toque final que fica até difícil de sair de lá.

Ah,  que sonho de lugar!

Quando ir

O clima tropical das Ilhas Maldivas tem dois períodos distintos – dezembro a março, sem chuva (ou pouca chuva) e de maio a novembro com chuvas. Faz calor o ano todo, por volta de 30°C.

A alta estação é de dezembro à março, com preços e temperaturas (ainda) mais altos e os hotéis ficam cheios, eu evitaria.

Eu estive lá no final de julho e início de agosto e peguei pouca chuva, menos calor e hotéis mais vazios, foi ótimo.

Localização e como chegar

Todos os vôos chegam na capital Male e de lá você já pega uma lancha de apenas 20 minutos para o atol Male Norte, onde fica o Gili. O hotel é bem perto do aeroporto, comparando com outros hotéis em que você precisa pegar um hidroavião ou horas de barco.

Diárias a partir de US$800.

Hotel Gili Lankanfushi
North Male Atoll
Ilhas Maldivas

www.gili-lankanfushi.com

8 thoughts on “hotel review – Gili Lankanfushi, ilhas Maldivas

  1. teté, as maldivas são um dos meus maiores desejos de viagem e o seu post so me deixou com mais vontade…que lindoo!! e aquele deck com uma escadinha privativa para o mar…nossa…quero muito! espero que não demore muito! :-)
    bjus

  2. Tô devorando os seus posts, me identifiquei ainda mais quando soube que você, assim como eu, é soteropolitana. Maldivas seguramente será nosso proximo destino. Obrigada por compartilhar suas experiências!

  3. Que bom que te achei. Estou indo para Maldivas ano que vem e estou na maior duvida em qual hotel fiCar. , nesse ou no lily beach. . As águas desse hotel sao cristalinas mesmo? Gosto quando tem pouco coral na água,

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